grifos!
servido? sim . ao simples e belo cadaço, exposto e disposto a lua pergunto novamente, servido? sim, é o que me sabe responder. a cada grunido da noite os falsos preságios são expelidos. raspando minha pelicula existencial digo sim também sem subterfúgios a tais grifos que a mim pertencem . ora, nesse mingal de letras uma palavra é suficiente para atrair as vicissitudes. o sim.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
POETAR É...
venho com segredos dos sonhos declamar esse poema inculto
poetar é como um rio que de lá recebe particulas e de cá percebe a gotículas
constumeiramente é enxergar o vidro da rua , a casca da lua e a cama da morte
é um corte ao âmago das nuances que temos ao pestanejar num ato de luz
poetar é envolver-se numa catastrofe intuitiva,
empregar roberto piva numa frase sem pronome
e ser o nome em qualquer filosofia,
entregar-se a noite e compôr o dia como quem conhece a carne
poetar é atuar numa causa sem promessas, e com louvor pregar a peça dos mais intimos retalhos
por isso e outros grunidos tenho meu sangue fervido até que sirva aos cortes da vida
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
A ÁRVORE E A PRAÇA
ESSA RESMA DE PAPEL MERECE UM RISCO DE COR
O BOLÔR QUE NELA DEU CHEIRA VERDE CANINANA
CASCAS AMONTOADAS QUE INFLAMA E ENDURECE
MERECE SER UM VERSICULO E RESPIRAR PURA AURORA
CHOVE PINGOS DE AGORA POR MINHAS MODERNIDADES
ÉS UM FOCO DE CIDADE ÂNSIA DA MAIS BELA CENA
HÁ CHUVISCO DE ORVALHO NO ASSOALHO DA PRAÇA
VEJO O "V" E ACHO GRAÇA DOS LIMITES QUE ALCANÇA
ENTÃO VOU ENTRAR NA DANÇA E SEGUIR O TAL EMBLEMA
EU ESCOLHO O LEVE TEMA DOS INSTANTES DA SAUDADE
VIRIL É A VONTADE DA NATUREZA QUE AGARRA
O BOCEJO DA CIGARRA E LEVA A TARDE MANEIRA.
MOÇO VENTRILOCO
POR MAIS UM DIA ME TORNO MIÚDO
CADÊ A VARANDA QUE NUNCA MAIS FIZ?
OS TRAÇOS E VÉUS DAS VALSINHAS DE RENDA
AS TUAS EMENDAS DE ALMA PINTADA
MINA NAMORADA OLHA O MEU CORTEJO
NÃO TENHO UM BEIJO MAS FIXO VERTÍGIOS
SERENO E ÍNGRIME A TUA PAISAGEM
FAÇO UMA VIAGEM AO PERENE MUNDO
COM VERSOS E PROSAS EM CURVAS E RODAS
JUNTANDO O QUESITO MAIS FRESCO DA VIDA
O DIA , A SAÍDA , A NOITE, O SILÊNCIO
O CORPO, A LIDA, A MENTE, O VENTO
AO LONGE UM VELHO ARBÍTRIO DÁ ASILO AO MOÇO VENTRILOCO
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
NÃO ESQUEÇA DE REVERBERAR
Seja bem vindo ao concerto dos conceitos, onde o preceito é absoluto e aspero:
Nao suje sua boca com simbolos sem saber que eles exprimem a uma melodia
Preserve a alta pecepção dos poros que enxergam a diáspora dos pêlos de teu sobrolho
Retalhe as cordas vocais até o limite do eu âmago
Enfrente a nevoa das indecisões com selvageria de muares
Use tua robustês para catequizar os mais ímpares de teus danos
Qualifique seus atos para que eles sirvam de adorno ao sentimentos
Preserve a imensidão das borboletas sem presumir sua morte repentina
Supere o fanático da esquina que desfavorece a cornea dos íngremes entulhos de bossa
E por bem venda sua calma alma para quem quer que queira acariciar o sublime
Só nao esqueça de reverberar.
domingo, 15 de novembro de 2009
"TRUE" ?
Limpei o tempo diante das risonhas frestas pra voltar a andar pelo edificio dos ritos
Agora serpenteio as nuvens que estratificam o céu durante a rotina
Seguramente estou mais incerto e posivelmente menos collosso
É gritante meus mundanos versos
Ao ivés de pestanhejar, abro os olhos e não adormeço à imprecisão
Estar tudo "blue", não como outrora mas, comumente "white" feito de auroras?
Essa é a refutação!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
um singelo azul que protege luiz
Um singelo azul que protege luiz, filosofo dos poucos que anda falante, dá gritos a fole saltita e diz, "penso sempre além do podemos ver", caçoa com os verbos para fazer-los tremer. Não teme um ato nem se quer quando apronta, e quando se espanta diz que é aprendiz. Galante com as lentras só desenha seu nome, peleja uma frase com tanta desteza que quando acerta sente da vida a firmeza. As flores para ele são peles de plantas, o mundo diverso dos deuses encanto. Já fez até musica falando de nuvens, sorvete de estrelas em beira de açude, nunca ha tristeza, nem quando chora e nao perde a hora de crescer e ser grande. Purifica a alma tê-lo presente, alimenta o ente de pureza, e a calma a beleza da mente.
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